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Como Investir Forex

Aprenda como investir em Forex. Dicas para ser um Trader Forex de sucesso e parar de perder dinheiro.




Domingo, 17.02.13

História do Forex - Como tudo começou?

O ouro está na origem do forex

Conheça a história do forex e descubra como tudo começou. Se você já investe dinheiro neste mercado financeiro, então tem mesmo que ler este artigo. Aprenda mais sobre como foi criado e porque razão.

 

Em 1967, um banco de Chicago não concedeu a Milton Friedman, com um mestrado universitário, um empréstimo de libras esterlinas porque tinha intenções de utilizar os fundos para produzir escassez da moeda inglesa. Friedman deu-se conta que a libra esterlina tinha um preço demasiado alto em comparação com o dólar, e queria vender a moeda e logo, depois do preço da moeda cair, voltar novamente a comprá-la para reembolsar o banco, ficando deste modo com um lucro bastante grande. A resposta negativa do banco ao emprestar dinheiro deveu-se ao Convénio de Bretton Woods, estabelecido vinte anos antes, o qual fixava que o preço das moedas nacionais face ao dólar, e estabelecia o dólar a uma taxa de $35 por onça de ouro.

 

O Convénio de Bretton Woods, estabelecido em 1944, tinha como objetivo criar estabilidade monetária internacional ao evitar a fuga de dinheiro entre nações, e restringir a especulação nas moedas. Antes do convénio, o padrão de câmbio do ouro - que prevaleceu entre 1876 e a Primeira Guerra Mundial - dominava o sistema económico internacional. Debaixo do sistema de câmbio do ouro, as moedas ganhavam uma nova fase de estabilidade dado que estavam protegidas pelo preço do ouro. Isto acabou com a prática muito antiga utilizada pelos reis e governantes de baixar arbitrariamente o valor do dinheiro e provocar inflação.

 

Mas o padrão do câmbio de ouro também tinha falhas. À medida que a economia ficava mais forte, esta importava demasiado para o exterior até esgotar as suas reservas de ouro necessárias para proteger o seu dinheiro. Como resultado, a massa monetária reduzia, as taxas de juros aumentavam e a atividade económica diminuía ao ponto de chegar à recessão.  Ao contrário, as mercadorias chegavam ao ponto mais baixo, sendo atrativas para outros países, que se precipitavam a comprar de uma forma desmedida, o que injetava dinheiro na economia  até que esta aumentasse a sua massa monetária, baixasse as taxas de juros e voltasse novamente a criar riqueza. Esses padrões de auge-caída prevaleceram durante o período do padrão do ouro até que no início da Primeira Guerra Mundial os fluxos de comércios foram interrompidos e deu-se ao livre movimento do ouro.

 

Logo depois das Guerras, foi celebrado o Convénio de Bretton Woods, no qual os países participantes acordaram tentar controlar o valor das suas divisas com uma margem estreita em comparação com o dólar, e uma taxa de ouro correspondente, segundo fosse necessário. É proibido os países desvalorizarem as suas divisas em benefício do seu comércio e só o é permitido fazer em caso de desvalorizações de menos de 10%. Na década de 50, o volume do comércio internacional em constante expansão produziu movimentos massivos de capital gerados pela construção pós-guerra. Isso desestabilizou os tipos de câmbio como se havia estabelecido em Bretton Woods.

 

O Convénio foi finalmente abandonado em 1971, e o dólar dos EUA já não seria convertível em ouro. Para o ano de 1973, as divisas dos diversos países industrializados mais importantes começaram a flutuar com maior liberdade, controladas principalmente pelas forças da oferta e da procura que atuavam no mercado de câmbios. Os preços são fixados diariamente a um tipo de câmbio livre, com um aumento dos volumes, da velocidade e da volatilidade dos mesmos durante a década de 70, dando lugar a novos instrumentos financeiros, a desregulação do mercado e a liberalização do comércio.

 

Na década de 80, a circulação de capital através das fronteiras aumentou com a chegada dos computadores e da tecnologia, estendendo a continuidade do mercado através das zonas horárias da Ásia, Europa e América. As transações de divisas aumentaram em torno dos 70 mil milhões de dólares por dia nos anos 80, a mais de 3 triliões de dólares diários mais de duas décadas mais tarde.

 

A explosão do Mercado Financeiro Europeu

 

Um catalisador muito importante para a aceleração das operações de câmbio fui o rápido desenvolvimento do mercado do par de divisas EUR/USD, no qual os dólares dos EUA são depositados em bancos fora dos EUA. De forma similar, os mercados europeus são aqueles em que os ativos se depositam numa divisa diferente da divisa de origem.

 

O mercado do Eurodólar surgiu pela primeira vez na década de 50, quando os lucros das vendas da Rússia por causa do petróleo - todos em dólares - foram depositados fora dos EUA diante do medo de ficarem congelados pelas autoridades de regulação dos EUA. Isso originou  a um vasto pool de dólares proveniente do exterior, fora do controlo das autoridades dos EUA. O governo dos Estados Unidos impos leis para restringir os empréstimos em dólares a estrangeiros. Os euromercados eram particularmente atrativos devido a ter muito menos regulação e ofereciam bastante mais retorno. Desde os fins dos anos 80 em frente, as empresas dos EUA começaram a pedir empréstimos no exterior, encontrando nos mercados europeus um centro de benefícios onde poderiam manter uma liquidez alta, proporcionar empréstimos a curto prazo e financiar as exportações e importações.

 

Londres fui, e continua a ser, o principal mercado offshore. Na década de 80, converteu-se no centro chave do Mercado do eurodólar quando os bancos britânicos começaram a oferecer empréstimos em dólares como uma alternativa às libras, para manter a sua posição de liderança nas finanças mundiais. A conveniente localização geográfica de Londres (que opera ao mesmo tempo que os mercados asiáticos e americanos) também é decisiva para a preservação do seu domínio no mercado europeu.

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por Blog Online às 20:58



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